03 janeiro 2011

Trompas Obstruídas, o que fazer?

Trompas obstruídas são um problema sim, mas vale buscar a solução.
Dependendo da causa da obstrução, poderá ser feita uma videolaparoscopia, para TENTAR a desobstrução. Digo tentar, pois dependendo da causa, a obstrução pode voltar.
Algumas vezes, durante os exames de HISTEROSSALPINGOGRAFIA e HISTEROSCOPIA, acontece uma desobstrução, mesmo que parcial, em função da pressão do contraste. E dessa forma algumas meninass com obstrução conseguem engravidar.



Vamos entender!!!!!!



HISTEROSSALPINGOGRAFIA
Na histerossalpingografia,é colocado um cateter no orifício de entrada do colo do útero e, por esse cateter, é injetado um contraste radiológico. A radiografia 1, mostra o cateter e o útero já contrastado.
Com a introdução de mais contraste, começam a aparecer as trompas (tubas), bem visíveis na radiografia 4.
Nas radiografias 5 e 6, o cateter foi retirado e o contraste saiu do útero, mas não das trompas. Neste caso, existe uma obstrução tubária, e a paciente poderá obter gravidez por procedimento in vitro.
Neste tipo de exame, além de problemas das tubas, podem ser evidenciadas alterações da cavidade do útero, que podem acontecer como consequencia de miomas ou curetagens prévias, por exemplo. Além disso, a disposição anatômica do útero e tubas pode permitir levantar a possibilidade de que tenham ocorrido processos inflamatórios (ou endometriose), levando a aderências que alteram a anatomia local. Neste caso, a confirmação se faz apenas através de procedimentos cirúrgicos (laparoscopia).



HISTEROSCOPIA TERAPÊUTICA

A histeroscopia diagnóstica é um exame realizado para observar a cavidade uterina e o canal cervical. A grande vantagem é a possibilidade de sua realização em ambulatório sem o uso da anestesia e sem requerer internação.
Ela permite a visualização direta do interior do útero, com introdução de instrumental e uma ótica via vaginal que varia de 1,2mm a 4mm de diâmetro, podendo ser realizada no próprio consultório.
Através da vídeo-histeroscopia, introduz-se pela vagina uma fina óptica no canal uterino, que leva luz ao seu interior, bem como um gás (gás carbônico) para distendê-la, tudo controlado pelo histeroflator automático que oferece proteção e segurança quanto à absorção de CO² pela paciente. A essa ótica acopla-se uma micro câmera, que leva a imagem até um monitor de TV permitindo assim a visualização do canal cervical com uma nitidez magnífica e as patologias existentes neste local. Após o exame a paciente poderá retornar às suas atividades cotidianas normais. Todos os exames são fotografados.
A este recurso dá-se o nome de histeroscopia diagnóstica.

Indicações diagnósticas:



• Infertilidade.

• Abortamento habitual.

• Sangramento uterino anormal.

• Pólipos.

• Miomas.

• Aderências.

• Espessamento do endométrio.

• Adenocarcinoma do endométrio.

Cavidade uterina visualizada na 

histeroscopia diagnóstica.



Indicações da Histeroscopia Cirúrgica:


Após a constatação de alguma patologia que tenha necessidade cirúrgica, o médico solicitará uma internação da paciente para realização da Histeroscopia Cirúrgica, cujo tratamento também poderá ser feito pela via endoscópica. A Vídeo Histeroscopia operatória permite que a cirurgia seja feita através do colo do útero, sem necessidade alguma de incisões ou cortes, em ambiente hospitalar, com internação de, no máximo, 24 horas.
Apesar de ser realizada da mesma forma que a Histeroscopia Diagnóstica, a Vídeo Histeroscopia operatória exige internação e anestesia, pois os instrumentos utilizados são mais calibrosos. Mesmo assim o método reduz significativamente o risco de infecção hospitalar e o tempo de recuperação da paciente é mínimo.
A histeroscopia apresenta menos de 1% de complicações cirúrgicas.

Indicações Cirúrgicas:

• Retirada de miomas
• Retirada de pólipos.
• Retirada de sinéquias (cicatrizes) ou de septos (alteração congênita).
• Ablação do Endométrio (alternativa à histerectomia) para diminuição de hemorragias.
• Remoção de corpo estranho.
• Biópsia dirigida.
• Cateterização tubária.



Fale com seu médico e veja qual exame é mais indicado para seu caso.


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